— Já te amei.
— Também já gostei um pouco de ti.
— Ainda te amo.
— Tu é agradável.
— Tô dizendo que te amo.
— E eu que amo chocolate.
— Eu repeti que te amo.
— E eu vou repetir que amo chocolate.
— Chocolate engorda.
— E o teu amor machuca.

Tati Bernard

Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo.

Clarissa Corrêa. 

Se você já assistiu “(500) Dias Com Ela” sabe do que estou falando. Vinte e cinco segundos. Eu contei. Vinte e cinco segundos podem representar sua ruína. É o tempo que dura aquela cena no elevador, quando Tom está escutando “There Is a Light That Never Goes Out” e ela, graciosamente chega perto diz “Eu amo os Smiths!” e ainda canta um trechinho da canção feito um gatinho doente, dançando com olhos e pescoços e franjas e todos aqueles quilômetros de lábios róseos feito morango em foto publicitária. Vinte e cinco segundos, cara. E você foi surrupiado de si mesmo e está fodido por uns cinco anos.

Gabito Nunes.    

Até pra ser flor é preciso ter sorte:
Algumas nascem pra enfeitar a vida,
outras, a morte.

Matilda.

Isso não é um texto de amor. Não é sobre a saudade que aperta, ou o quanto acho bonito o brilho em seus olhos. Não é sobre a falta que sinto do calor dos seus braços ou da vontade incontrolável de sentir a sua boca. Também não é sobre o quanto penso em nós, e em como sonho em te ter de volta. Não, eu não posso mais pensar assim. Eu te odeio, pronto é isso. Odeio a sua boca tão convidativa. Odeio a sua fala rouca e mansa. Odeio o modo carinhoso como me olha. Odeio quando finge que não se importa. Odeio o seu abraço acolhedor, como odeio os seus carinhos tão gostosos. Odeio quando meu coração bate descompassado assim que te vejo. Odeio as reações que causa em mim quando está por perto. Odeio esse seu jeito machão misturado com menino sensível. Odeio como sempre está certo. Odeio o modo que se lambuza quando come. Odeio te ter tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe. Odeio essa sua confusão e essa sua indecisão. Odeio o modo tão lindo que se veste. Odeio sua mania de mexer no cabelo a cada minuto. Odeio me importar tanto com você. Odeio te amar tan… Não espera, eu não gosto de você! Não quero mais você. Não preciso mais de você. Sim, é isso. E não importa se você tem o melhor abraço ou se eu me sinto tão segura e em casa quando estou com você isso não vai mudar algo. Não, não pode, por que eu odeio você. É isso ai coração, o cérebro que manda agora. Mas espera aí, o que é isso? O que são essas imagens que causam tanto aperto? Lembranças? Cérebro você não está ajudando, não eu não quero lembrar, para já chega isso doí. Eu o odeio! Mas tudo era tão bom… Não, eu não o quero mais… O sorriso mais lindo que já vi… Não quero lembrar o modo como só ele me fazia sentir… Eu não sinto sua falta… Queria tê-lo aqui… Droga, quem eu quero enganar?

I’m still loving you…  

Admiro muito a capacidade que o ser humano tem de sonhar, amar, viver e sentir. Seja um anseio, um toque, um abraço, uma textura, um cheiro, um sabor, uma intuição, um calafrio ou até mesmo uma dor. O homem é composto e movido por uma infinidade de sentimentos e sensações, no âmago de tudo isso sobressai o amor, a forma mais nobre que compõe a vida. Ninguém sobrevive desprovido desse sentimento por mais impassível que seja. O ser humano, sobretudo, vive para experimentar, seja a dor de um amor frustrado, uma saudade, um ato de perdão, compaixão, amargura, solidão, alegria, contentamento, vazio, medo, uma lágrima, uma lembrança, pois a essência da vida consiste em sentir. Agente sente muito, quem nunca se emocionou ao ouvir sua musica preferida, quem nunca chorou nesta vida? Seja por qualquer motivo, quem nunca sorriu ao encontrar alguém especial, quem nunca saltou de alegria, quem nunca observou o céu e sentiu aquela vontade estonteante de alcançar as estrelas, quem nunca sentiu o desejo de ser como uma flor, quem nunca sentiu as estações? O frio, o calor, o cheiro suave da primavera, o sabor dos frutas do outono, um vento, uma brisa, um temporal. Quem nunca sentiu o toque da chuva, a textura da terra molhada, quem nunca sentiu o gosto doce ou amargo da vida, ainda não descobriu o verdadeiro significado de viver.

Goreth Maia  

Eu joguei sim, desconversei, fiz cena. É que não queria você me rejeitando de cara. Mas se dei a entender que eu não passava de um brinquedo, desculpa, me expressei errado. Agora me resta ouvir as canções que jurei ódio e não posso passar as faixas românticas, pois perdi o manual de instruções do aparelho de som no meu ouvido interno. Na fossa, não conte com seus amigos, ouça música, elas são o melhor ombro.

Gabito Nunes (via soupoetico)

Ontem me disseram, “cara, se você olhar no espelho encontrará a única pessoa que pode te fazer bem”. Mas que diabos eu poderia fazer se ela era meu reflexo?

Sean Wilhelm.  

Sonhei com você, e acordei com uma saudade boa.

Onze 20. 

O amor não é coisa que se possa pedir a alguém.

O Diário de Anne Frank